Cidadania Política

Lideranças e intelectuais da América Latina denunciam perseguição a Lula e repudiam lawfare

Abaixo-assinado #LulaLivre  (clic)

Do Diário do Centro do Mundo 

Reunidos em Puebla, no México, lideranças e intelectuais progressistas da América Latina lançaram, no último domingo (14/7), declaração conjunta sobre a necessidade de responder à escalada do lawfare como instrumento de perseguição política no continente.

De acordo com o documento, “a guerra legal que foi desencadeada nos últimos anos contra os líderes progressistas da América Latina é uma forma inédita e agressiva de substituir as armas militares pela manipulação de recursos legais”.

O documento aponta a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o caso mais emblemático da ruptura do Estado de direito.

“Os juízes e investigadores do caso dele, em conivência passível de punição, como ficou demonstrado na recente revelação de conversas no portal “The Intercept”, tem violado sistematicamente as garantias do ex-presidente ao devido processo legal, com a presunção de inocência, o princípio do juiz natural, o direito de defesa, o contraditório e a possibilidade de defender-se em liberdade”, diz a declaração.

“As condições de isolamento em que Lula se encontra neste momento não condizem com a dignidade e o respeito que merece uma pessoa que derrotou a pobreza de seu país, liderou a economia no caminho da competitividade e colocou o Brasil nos cenários regionais e globais de maior importância estratégica”, prossegue o texto.

A declaração é assinada por 25 lideranças e intelectuais da América Latina, de países como México, Chile, Brasil, Equador, Colômbia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Representaram o Brasil os ex-ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante.

Leia a íntegra da declaração:

GRUPO PROGRESSISTA LATINO-AMERICANO

PUEBLA, 2019

Declaração conjunta sobre a necessidade de responder à guerra judicial, o “Lawfare”.

A guerra legal que foi desencadeada nos últimos anos contra os líderes progressistas da América Latina é uma forma inédita e agressiva de substituir as armas militares pela manipulação de recursos legais.

O caso mais emblemático dessa ruptura do Estado de Direito é o processo contra o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. Os juízes e investigadores do caso dele, em conivência passível de punição, como ficou demonstrado na recente revelação de conversas no portal “The Intercept”, tem violado sistematicamente as garantias do ex-presidente ao devido processo legal, com a presunção de inocência, o princípio do juiz natural, o direito de defesa, o contraditório e a possibilidade de defender-se em liberdade.

Da mesma forma, as condições de

isolamento em que Lula se encontra neste momento não condizem com a dignidade e o respeito que merece uma pessoa que derrotou a pobreza de seu país, liderou a economia no caminho da competitividade e colocou o Brasil nos cenários regionais e globais de maior importância estratégica.

Tratando-se de uma séria ameaça contra a democracia regional e o Estado de direito, os dirigentes participantes do Primeiro Encontro do Grupo Latino-Americano Progressivamente, celebrado na cidade de Puebla, México, decidimos constituir o Comitê Latino-Americano pela Defesa da Justiça e da Democracia, integrado por personalidades da região para enfrentar a guerra jurídica que, hoje, aparece como uma das mais sérias ameaças à institucionalidade democrática regional.

Este Comitê vai projetar ações concretas para denunciar os casos de perseguição jurídica contra ex-chefes e chefes de Estado e líderes progressistas no Brasil, Equador, Argentina e outros países latino-americanos. Nos próximos dias, tornaremos públicos os nomes dos seus integrantes.

Assinado na cidade de Puebla em 14 de julho de 2019.

1. Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano

2. Karol Aída Cariola Oliva

3. Julián Andrés Domínguez

4. Marco Enríquez-Ominami

5. Carlos Figueroa Ibarra

6. Fernando Haddad

7. Miguel Barbosa Huerta

8. José Miguel Insulza Salinas

9. Camilo Lagos

10. Guillaume Long

11. Clara Eugenia López Obregón

12. Esperanza Martinez

13. Daniel Carlos Martínez Villamil

14. David Méndez Márquez

15. Aloizio Mercadante Oliva

16. Alejandro Navarro Brain

17. René Ortiz

18. Carlos Octavio Ominami Pascual

19. Yeidckol Polevnsky Gurwitz

20. Gabriela Alejandra Rivadeneira Burbano

21. Ernesto Samper Pizano

22. Felipe Carlos Solá

23. Carlos Sotelo García

24. Jorge Enrique Taiana

25. Carlos Alfonso Tomada

Declaração conjunta contra o Lawfare

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