Pequenos agricultores vendem até 50% da produção ao Compra Direta de Araguaína

O termo de compromisso entre a Prefeitura, instituições e produtores foi assinado na última sexta-feira, 30. As entregas iniciam na próxima segunda-feira, 9

Os pequenos produtores rurais aprovados para participar do Compra Direta de Araguaína assinaram, no último dia 30, o termo de compromisso ao programa que é válido por um ano. Devem ser destinadas mais de 190 toneladas de alimentos da agricultura familiar da região a 103 instituições da cidade, entre entidades beneficentes e escolas pública municipais e estaduais.

Segundo o coordenador municipal do programa, Silas Alencar, cada agropecuarista pode vender até R$ 6.500 em produtos por ano e que o valor pode significar até 50% da produção semestral. “A intensão é comprar a produção excedente, mas sabemos da importância que o Compra Direta tem para estes pequenos produtores. É uma renda garantida se o alimento apresentado for aprovado pelo padrão de qualidade”, explicou.

Assistência técnica
Ao todo, são 44 itens possíveis de comercialização, dentre frutas, verduras, legumes, grãos, cereais, frango caipira melhorado e mel. O agricultor Juciran Alves Carneiro, 41 anos, é um dos 261 produtores rurais que participarão do programa neste ano. Ele cultiva mandioca, banana e melancia junto com o irmão em Filadélfia, e estima que metade de sua produção seja vendida por meio do Compra Direta.

“Eu comecei junto com meu irmão há quatro anos e no ano seguinte já começamos a vender para Prefeitura”, afirmou Carneiro. Outro benefício que o agricultor obteve foi a orientação dos técnicos do Departamento Municipal de Agricultura. “No começo, nós tínhamos muitos produtos recusados. Hoje, a gente melhorou muito com a ajuda da assistência técnica”, contou sobre a evolução da plantação e ensacamento dos alimentos.

Mais lucro
De acordo com o técnico municipal da Agricultura, Luiz Cabral, o Município presta atendimento ao produtor rural para que lucre mais e disponibilize alimentos mais nutritivos aos beneficiados. “O Juciran, por exemplo, tinha excesso de umidade no solo com o sistema de irrigação. Nós fomos lá e ajudamos ele a regular a gotejação. Também orientamos que a fruta não pode ser colhida muito madura, e que as mais maduras da colheita devem ir na parte de cima do saco”, explicou.

Acessível a todos
A produtora Maria da Silva, 49 anos, arrenda 4,5 hectares de uma fazenda em frente ao Projeto Alegre para cultivar alface, cheiro verde, maxixe, quiabo, banana, melão, melancia e tomate. Ela estima que pelo menos 30% dos alimentos sejam vendidos por meio do Programa. “Sempre vivi da terra e há 10 anos comecei meu próprio plantio. Há quatro anos descobri que arrendatários também podem participar e foi muito bom porque é um dinheiro certo”, relatou.

Dados
Em 2018, o Programa Compra Direta beneficiou 27.537 pessoas, em 103 instituições. Foram 155 agropecuaristas participantes de Araguaína e mais nove municípios da região. Ao todo, foram comercializadas 230,8 toneladas de alimentos.

O agricultor Juciran Alves Carneiro, 41 anos, é um dos 261 produtores rurais que participarão do programa neste ano. Ele cultiva mandioca, banana e melancia junto com o irmão em Filadélfia

Fonte: Marcelo Martin/Foto: Marcos Sandes/Ascom

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